Volver a la pagina anteriorVOLVER 


Santa Lucía

Datos geográficos.Santa Lucía - capital do município - está situada a 680 metros sobre o nivel do mar, e distancia-se a 51 kilómetros da capital da ilha, Las Palmas de Gran Canaria. O município tem uma superfície de 61,55 quilómetros quadrados, em forma de cunha geográfica, desde os cumes centrais da ilha, na Sepultura do Gigante, até a costa sudeste de Gran Canaria (Pozo Izquierdo e Bahía de Formas). O interior é uma zona povoada desde a Antiguidade, já que se juntaram abundantes vestígios prehispânicos nas suas imediações que demonstram que esta zona foi testemunho dos últimos episódios da conquista de Gran Canaria. Em direcção a costa sobressai uma pedra, Ansite, a fortaleza onde os nativos da ilha suportaram o último sítio frente às tropas castelhanas. Neste meio de riscos, pedras e precipitados barrancos, o visitante pode sentir o contacto com os antigos povoadores de Gran Canaria, tanto pela espectacularidade do meio como por ser a zona da ilha menos transformada pelo homem.

Historia. Após finalizar a conquista da Ilha, Tomás Rodríguez de Palencia recebe as terras e águas desta comarca pelos serviços prestados à Coroa. As terras recebidas, num princípio dedicaram-se ao cultivo de açúcar, producto que se destinava quase na sua totalidade à exportação rumo a mercados exteriores, como América e Norte de Europa. Desta maneira instalou-se um ingénio que se denominou de “Ingenio Rojo de Tirajana”, que se convertiria no primeiro resto da actividade agrícola e industrial desta comarca. Apesar de que o açúcar tem um papel preponderante, o cereal (trigo, cevada e centeio) ocupará um lugar importante na economia de Santa Lucía nos séculos XVI-XVIII, visto que se trata da base alimentícia da sociedade do Antigo Regime. Todos os proprietários de terras destinavam parte dos seus terrenos ao cultivo deste produto, desta forma podemos observar que na maior parte das terras da fazenda de Tirajana estavam plantadas de canas, mesmo que existiam pequenas parcelas dedicadas ao cereal, destinadas, provavelmente, à alimentação dos numerosos trabalhadores. O século XVI centra-se numa importante actividade económica baseada no cultivo da vide, e possivelmente desde esta data foram introduzidos as actuais azeitonas, aos quais estudos recentes destacam como espécie autóctona e portanto única no mundo e o seu fruto muito renombrado em Canárias, como “las aceitunas de Santa Lucía”. No ano 1815 constituiu-se o município de Santa Lucía, um ano depois de que fora construído a parroquia que lhe seu o nome.

Fiestas. No dia 13 de Dezembro celebra-se no municipio as festas em honra a sua patroa: Santa Lucía, declarada de interesse turístico, já que nelas é possível combinar a festa religiosa com o sentimento popular. Dessa conjugação de originalidade e tradição nascem jornadas como a procissão da imagem de Santa Lucía no dia 13 de Dezembro, a coroação de ‘La Lucía’ junto a sua homónima sueca, a Romería do Dia do Lavrador no domingo seguinte.

 
Volver a la pagina anteriorVOLVER 
©Portaltur v1.0 2005   Aviso legal | Política de Privacidade | Informaçaõ Geral | Adicionar aos favoritos
Interreg III B - Feder