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Mogán

Datos geográficos. Mogán está situado no sudoeste de Gran Canaria, a 93 quilómetros de distância da capital da ilha. A sua superfície é de 172,44 quilómetros quadrados, o que o converte no segundo município mais extenso da ilha. Situa-se a 22 metros sobre o nivel do mar, até alcanzar quotas mais altas no interior do município, na montanha de Sándara (1.583 metros). O relevo de Mogán caracteriza-se por amplias rampas nas que se intercalam profundos barrancos que nascem no interior da ilha y se extendem até o mar. Os mais espectaculares são os Barrancos de Veneguera e Mogán, aonde se situa a capital do município, e onde se podem apreciar as paisagens de maior beleza. O clima permanentemente solado em Mogán determina a sua aridez no interior do município. Este mesmo clima no litoral, converte ao município, em um dos lugares ideais para a recuperação de doentes reumáticos ou de doenças similares, segundo a Organização Mundial da Saúde. As precipitações são escassas, mesmo no inverno, é frequente encontrar nas zonas altas do município, riachos e espectaculares quedas de água. Daí que Mogán dispõe da maior presa da ilha: a Presa de Soria. A sua vegetação se conforma, principalmente, por cardonales y tabaibales, plantas endémicas de la Isla, mesmo que o município também possui cumes verdes, com uma importante massa de pinho canário, oásis de palmeiras e árvores de frutas exóticas.

Historia. A ocupação aborígen no município de Mogán se assentou, nos seus inicios, nas explanadas dos seus barrancos, assim como nas zonas costeiras. Assim, encontraram-se pequenas povoaçoes no vale de Veneguera, em Mogán, onde eram mais numerosos e nos vales dos arredores: Taurito, Tauro e Puerto Rico. Após a conquista e com a chegada dos novos povoadores de Gran Canaria, procedeu-se ao repartimento das terras e das águas que existiam na ilha. Deste modo, aquele que hoje é o municipio de Mogán, inclui-se no distrito de Telde, já que esta zona geográfica alcançava até o limite sul do vale de La Aldea. As terras correspondentes a este município caracterizavam-se pela falta de água, pela falta de comunicação e o afastamento dos principias centros económicos e populacionais da ilha. Isto provocou que Mogán e os vales anexos não fossem zonas preferenciais no repartimento, pelo que só ocupou os cursos medios dos barrancos de Tasarte, Veneguera e Mogán.

A costa ficou despovoada pelo medo aos contínuos ataques dos barcos piratas. Avançado o século XVIII, Mogán dependia jurisdicionalmente de outros municípios, como eram Agüimes, San Bartolomé de Tirajana e Tejeda, situação que tornava dificel a configuração de uma identidade propia. A este há que unir o conflicto que surgiu na segunda metade do século XVII entre agricultores e criadores de gado pelo uso das terras, o que tornava mais complicado o desenvolvimento económico de Mogán. Em 1815, Mogán, com a ajuda do bispo Verdugo, conseguir ser o novo distrito parroquial, o que o permitiu independizar-se como município. Nos finais do século XIX, o jovem município de Mogán entrou numa crise, igual que toda a ilha, devido aos seguintes factores: a quebra do campo, descompensada pressão fiscal, descontrolo administrativo local e impossibilidade de liquidar as dívidas que os campesinos tinham com os prestamistas locais. Mas esta situação começou a melhorar quando uma casa inglesa implanta por primeira vez cultivos de tomates e bananas, trazendo a esperança e novos sistemas de cultivos que caracterizariam a economia do século XX.

No Porto de Mogán a actividade principal é a pesca, que na sua maioria abastece aos restaurantes da zona. As capturas de marlín e túnidos são reconhecidas em toda a ilha. Por último, e por ser a actividade mais recente, Mogán se caracteriza pela sua oferta de serviços turísticos. Uma importante infraestructura com hotéis e apartamentos de várias categorias, centros comerciais, praias e marinas, assim como uma amplia oferta de lazer, converteram a este lugar, num dos municípios com maior actividade hoteleira e de restauração.

Festas. Entre as festas que se celebram em Mogán, cabe destacar as dedicadas a San Antonio El Chico e El Grande. As festas de San Antonio El Chico se celebram no dia 13 de Junho, dia de San Antonio de Padua, patrão do município. Um festival de folclore na que dão lugar numerosos grupos folclóricos de esta e de outras ilhas, assim como uma romeria tradicional, na que participam todos os nativos da região, com ofertas de frutas e productos típicos ao santo, dão as boas vindas à festa, para logo continuar durante toda a semana, com actos e amostras culturais, culminando ditas festas, com a procissão de San Antonio, pelas ruas da povoação e o tradicional cato dos passarinhos. A festividade de San Antonio El Grande se celebra no primeiro domingo de Agosto e tem a sua origem numa promessa colectiva após uma praga de lagostas, que assolou os cultivos do município.

 
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